quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tempo



Uns diazinhos de férias assim no meio do Outono sabem-me sempre bem. E, quando tenho oportunidade, tento sempre ter uns dias para mim nesta altura. Este ano, estes dias de férias de Outono foram uma surpresa. O tempo tem estado muito bom cá na cidade, mas junto à costa, na praia, tem estado ainda melhor. Não corre ponta de vento. E quem conhece aqui as praias no Norte sabe que não há dia de Verão sem vento. O sol, como é óbivio, não está tão quente como no Verão, mas mesmo assim tem estado muito agradável. Ontem, inclusive, aproveitei e fui a banhos depois de uma boa caminhada. A água fabulosa. Adoro o Outono. É, claramente, a minha estação do ano preferida. Adoro dar passeios na praia no Outono quando as multidões já vão para outras bandas, e tento sempre arranjar esses momentos só para mim. Gosto do cheiro do mar mais selvagem. Gosto da areia fria nos pés. Gosto do fresco do fim de tarde. Gosto de ver o pôr-de-sol ao tomar um cafézinho. Gosto de ter tempo para mim. Sem pensar em nada de especial. Só ter tempo para mim.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Concerto - Progressive Nation 2009 - Unexpected/Bigelf/Opeth/Dream Theater



E pronto, senti-me com sorte. Lá fui eu. Comprei o bilhete na Fnac à hora de almoço, pedi para sair um bocadito mais cedo e a partir daí a sorte perseguiu-me. Saí do trabalho às 19.45h. Entrei na ponte da arrábida. Primeiro sinal de sorte, sem trânsito. Saí em Campo Alegre, o trânsito estava lá. Com a impossibilidade de estacionar na rua (eu é que sou crente) rezei baixinho para ainda ter lugar no parque do pavilhão. Quando consegui finalmente chegar ao pavilhão, para minha surpresa (not) o parque estava cheio. Que bom. Lá desci a rua devagarinho e vi dois marmanjos a entrar num carro e zau, consegui um estacionamento quase vip no fundo da rua, àquela hora. Subi a rua ligeirinha, entrei no pavilhão, dei uma voltinha lá em baixo, subi para as bancadas, sentei-me bem sentadinha e zau, começam a tocar o Opeth. Aquilo é que foi uma maré de sorte. Maré não, foi uma tempestade de sorte. Foi o sair mais cedo, o apanhar pouco trânsito, o arranjar um estacionamento vip na rua e o entrar apenas 15 minutinhos antes do Opeth tocarem.

Se no concerto de Diana Krall tinha achado o som do pavilhão mau, neste concerto chegou a ser quase doloroso. É mau, muito mau. Escusado será dizer que não vi Unexpected nem Bigelf. Não deu. Mas cheguei mesmo a tempo para ver Opeth e eles são muito bons. Tocaram três das minhas músicas preferidas Reverie/Harlequin Forest, Windowpane e Deliverance num total de seis músicas. Pouco, muito pouco para a banda que é. E quando estava a saber mesmo bem, foram-se embora. Eu distingo as grandes bandas das bandas assim-assim com um fechar de olhos. Se num concerto eu fechar os olhos e ouvir as músicas com a qualidade que ouço no cd em casa, estou perante uma grande banda. E foi o que aconteceu. Sem surpresas, portanto.
Depois foi a vez de Dream Theater. Com direito a três ecrãs, luzes espectaculares, e essas coisas todas. Já os tinha visto duas vezes. Gosto, embora às vezes se tornem um bocado chatos. Gostei da In the name of God e da The Mirror. O resto do alinhamento não reconheci uma vez que ainda não tive oportunidade de ouvir o novo álbum. O LaBrie ainda tem uma grande voz. E o Portnoy continua a ser o show man da banda. Aquela bateria parece mais um parque de diversões do que outra coisa. E eu continuo sem perceber como é que eles conseguem decorar aquelas músicas tãoooo grandes. Foram 30 euros bem gastos. Correu bem. Foi giro. Ainda bem que fui.

Sinal divino



Andava na dúvida se me apetecia ir ao Progressive Nation no Pavilhão Rosa Mota. Primeiro porque a acústica do pavilhão é má, segundo porque ía trabalhar até às oito da noite ( quem é que teve a ideia de fazer um concerto desses a uma quinta-feira, às 19h no mês de Outubro?), terceiro porque estava um tempo de bosta. Ponto a favor os Opeth íam tocar. E anda não anda, e arrasta a coisa e quase de certeza que ía acabar por não ir. Até que, assim do nada, recebi um sinal. No dia anterior ao concerto estava eu descansada a trabalhar, quase na hora de saída e tchanan... entra-me na loja, nada mais nada menos, que o Mikael Akerfeldt, o vocalista de Opeth. Depois de dois/três segundos de demência total, lá me descongelou o cérebro e consegui dizer algumas palavras com sentido àquele espectáculo de homem. E depois disto, como poderia não ir?

Cinema - Playboy Americano






Veredicto: a Demi é uma mulher cheia de sorte. Que homem lindo, bom, maravilhoso. Sem nadinha fora do sítio.
2)

Detesto política. É deprimente a forma como os políticos (sendo eles deputados, presidentes do que quer que seja, militanes, whatever) aproveitam qualquer assunto para mandar bitaites aos colegas de outros partidos. Ora a Edite Estrela aproveitou o facto de Mário David se ter mostrado indignado com os comentários de Saramago e de ter sugerido que este devia renunciar à nacionalidade portuguesa e acusou-o de ser intolerante e inquisitorial. Ora, eu também acho que o Saramago devia ir pregar lá para Espanha. E não sou intolerante nem inquisitorial. Resumindo ela acha que o Saramago pode dizer o que quer e lhe apetece e que isso é liberdade de expressão. Mas o Mário David se disser o que quer o lhe apetece é intolerante e inquisidor. Afinal em que é que ficamos? A liberdade é para todos ou é só para alguns? Para ela é de certeza. Há gente que ficava tão bem caladinha.
1)

Quanto mais ouço o Saramago falar, menos gosto dele. E não, não é por ter falado mal da bíblia. É por ser dono de uma arrogância atroz. É insolente e pedante. Pensa que, lá por ter ganho o Nobel, pode mais que outros. Acha-se tão bom e tão cheio de razão mas nem sequer sabe a diferença entre liberdade de expressão e falta de respeito. E já há vários anos que ele vem faltando ao respeito a Portugal. Só lhe ficava bem mudar de nacionalidade.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tragam o Rol de volta





Estava agora a ouvir a Prova Oral da Antena 3 e não sei bem porquê começaram a falar de gelados da Olá que saíram do mercado. Foi então que me lembrei do melhor gelado de sempre. O rol. Bem, já não me lembrava deste gelado há imenso tempo. Muitos gelados destes eu comi em pequena naqueles dias em fazia praia das 9 da manhã às 6 da tarde, com direito a sesta na barrca e tudo. E com direito, claro, a um geladinho por dia a seguir ao lanche. Que saudades desses dias. Que saudades do rol. Desde então acho que nunca mais tive um gelado preferido da Olá. Aquele gelado que comemos sempre, que ficamos desconsolados quando não há. Agora viro-me para os magnuns ou para os cornettos. Mas o rol nunca teve substituto à altura. Tragam o rol de volta. Vamos lá assinar esta bela petição. Queremos o rol, queremos o rol, queremos o rol...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sobre a piada da Maité

Bem, já toda a gente deve ter visto aquela pérola que a Maité veio gravar ao nosso país. Ela que tem tanto de engraçada como de inteligente. Ela não saberá que aqui em Portugal há televisão? Há computadores e internet e afins?
Se eu fosse a ela não voltava cá tão cedo, não vá cair-lhe em cima uma cuspidelazita ou levar com meia dúzia de pastéis de Belém na tromba.
E ainda me chamam racisca quando digo que os brasileiros são burros. Eu que levo com eles todos os dias. E que me arrepio sempre que abrem a boca. Se burrice pagasse imposto o Brasil era um país rico.

Concerto - Diana Krall


Foi com grande expectativa que fui ver a Diana Krall ao Pavilhão Rosa Mota. Não por ela, porque ela é linda, maravilhosa e canta extraordinariamente bem. Não pelo repertório que, como era de esperar, foi tirado basicamente do novo trabalho da cantora e que, apesar de não ser o meu favorito, é bom. Eu estava expectante sim, mas em relação à sala de espectáculos escolhida para o concerto que, como eu esperava, não foi a melhor. O pavilhão é demasiado grande para um concerto do género (apesar de estar praticamente cheio). O som foi pobre. Demasiado baixo, o que fazia com que cada barulho da audiência (que por acaso se portou muito bem) fosse notado. Então o Coliseu não era bem melhor? O PRM é um espaço agradável e acredito que para concertos rock sejam bom, mas nunca para este tipo de concerto.
Outra coisa que me enerva ligeiramente é a falta de pontualidade do povo. Então o concerto a começar às 22 horas ainda tem gente a entrar às 22.15h? Não consigo compreender. Além de ser uma falta de educação é uma distração enorme para quem já lá está com uma hora de antecedência (como é o meu caso, eu sei exagerada...). Não devia ser permitido entrar ninguém depois da hora em lado nenhum. Seja concertos, cinemas, teatros... o que for.
A Diana é uma querida e diz que gosta muito do nosso país e da simpatia das pessoas. Bajuladora! Mas mais importante, aí sim eu acredito, gosta da nossa comida e de uma boa garrafinha de vinho. Maluca, é das minhas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cinema - Orfã



Yes, there is.
Desde o último de Michael Jackson que eu não via um thriller tão bom. Tem drama, tem sangue, tem suspense, tem uma actriz que mete medo. E tem cagufo quando é preciso, digo, sem ser gratuito. Ah, e foi à borla.

Cuspo aqui, cuspo acolá.

Outra coisa que reparei foi no cuspo. Isso mesmo, o cuspo. Alguém me explique como é que as pessoas conseguem sacar que uma boa bisga colorida e espetar com ela no chão? Lencinhos. Já ouviram falar de lenços da mão? Não. Higiene? Já ouviram falar de higiene oral? Também não. Começa a ser uma aventuras andas nas ruas da cidade. Ele é fugir dos mísseis arremessados pelas pombas. Ele é fugir dos projécteis lançados por metralhadoras cuspideiras. Blhac!
"Abre a porta, oh pá!" (com sotaque à Valongo). É por ouvir pérolas como esta que eu gosto de andar de autocarro. É raro eu andar de autocarro. Primeiro porque tenho carro, segundo porque não tenho transportes públicos para o trabalho (até tenho, tenho é de apanhar dois e andar uns bons 15 minutos a pé), terceiro porque dispenso. Só ando de autocarro quando vou ao centro do Porto, porque é impossível andar lá de carro sem apanhar trânsito e porque é impossível estacionar. Mas não há nada melhor do que andar num antocarro numa boa hora de ponta e dar uma voltinha a pé pelo centro da cidade para reparar no estado da nação. A frase que referi acima foi dada por um jovem adolescente, de piercing na beiça e cabelos levados por uma rajada de vento que não conseguiram voltar ao sítio, ao motorista do autocarro quando este teve de parar no meio da rua ainda longe da paragem por causa de um carro mal estacionado. "Ainda por cima é surdo." Foi o segundo vómito que saiu daquela boca.
É com estas coisas que não consigo ficar indiferente à educação que se dá aos jovens hoje em dia. O que foi feito da boa estalada na tromba na hora certa? Onde foi parar aquela boa lamparina na boca quando sai asneira? E eu gostava de ver aquele piercing aos saltos. E o cinto? Não me digam que hoje em dia os paizinhos usam o cinto para segurar as calças! Já não se fazem pais como antigamente.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cinema - Marido por acidente


Ora aqui está mais um filme interessante. Foi à borla, é a primeira razão. Tem dois homens lindos e maravilhos, a segunda. E não é um filme que puxe muito pela cabeça, a terceira. Até eu, que nem gosto muito de comédias-românticas, gostei deste filme. O Colin Firth é lindo e maravilhoso, faz bem qualquer papel. O Jeffrey Dean Morgan é um pedaço de homem. Em relação à Uma Thurman confesso que nem reparei. Estava distraída. A estória é que não é lá grande coisas, mas com dois pedaços daqueles também não é preciso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Oh God!



A demência total é estar em casa sozinha às 4.22h da manhã a dançar e a saltar ao som de Ne-Yo com Closer. Só posso estar doente.

Ups!




Então não é que o Benfica perdeu em Atenas. E eles que pensavam que iam jogar contra o Leixões e dar mais uma goleada. Ai Jesus! Vamos lá rezar um bocadinho.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cinema - Longe da Terra Queimada



Nada como uma boa tragédia para ficarmos bem satisfeitos com a nossa vidinha. E nada como uma boa "borla" para gostarmos de qualquer filme. E é por isso que eu gosto de cinema e de pipocas também.
Muito bom.