sexta-feira, 18 de abril de 2008

Discussões de raparigas

Confesso que durante uns tempos evitei comentar este assunto porque achei que não seria de bom tom. Mas depois de ouvir mais um conversas de raparigas, na antena 3, não resisto. Gosto de ouvir a antena 3 e gosto de ouvir a prova oral que dá por volta das 19h quando ainda estou no trabalho. Os temas são quase sempre interessantes. O Alvim tem a sua piada. É um programa que dá para descontrair.
Há pouco tempo o prova oral de sexta-feira foi substituído pelo conversas de raparigas. Infelizmente, vim a concluir. Os comentadores foram capazes de destruir o conceito do programa que até era bem interessante. Que me perdoe a Ana Bola, que eu até tinha muito respeito por ela e gostava de a ver no programa do Herman, mas ela não diz absolutamente nada que se aproveite. Passa 80% dos programas a queixar-se do país, do mal de finanças que está e de como o país trata mal os actores e etc e tal. Os outros 20% a que dedica ao tema do programa é um desastre. Só diz asneiras. Dá a impressão que não tem nada na cabeça e vem com aquela conversa do " já tenho alguma idade, mas sou moderna, liberal e radical". Coisa que lhe fica tão mal. O programa com o tema "infidelidades" foi dos piores. E o programa de hoje que falava dos sete pecados mortais, nem sei o que dizer. Era Ana Bola, qual cavaleira a insurgir-se contra a Igreja Católica. De forma tão desnecessária e fora de contexto. Não sabe conversar e nem tão pouco discutir um tema.
Depois participa também um Senhor, cujo nome nem me recordo, tão mal que fala. (Tentei ver o nome dele no site da antena 3, mas também não tinha lá essa informação). É bruto e agressivo. Quer que a opinião prevaleça porque não quer saber de mais nada. Terá sido o facto de não poder fumar em locais fechados que o tornou tão agressivo, "porra"? Fazem de uma conversa uma discussão que chega a uma altura em que estão todos aos gritos.
A única participação que se consegue ouvir (pouco porque os outros não deixam) é a de Teresa Caeiro. Essa fala com educação, na sua vez, não levanta a voz e diz alguma coisa que jeito.
O programa que tinha tudo para ser engraçado é terrível por causa dos comentadores. Como as opiniões valem o que valem, sei que a minha vale pouco ou nada. Resta-me a alternativa do dedito. Quando me começa a doer a cabeça, mudo de estação.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Grande, grande Monchique!



Depois de ver "Paranormal", em cena no Teatro Rivoli, fiquei com a certeza do que já desconfiava há algum tempo, o Joaquim Monchique é o melhor actor português de comédia. A não perder por nada!

domingo, 13 de abril de 2008

New York, New York!


Três meses a cantar a música de Sinatra. Três meses a imaginar como seria realmente a cidade que nunca dorme. Três meses a observar melhor os filmes, as séries de tv e a espreitar guias de viagens para perceber em pouco tempo que Nova Iorque é tal e qual como nos filmes. Grande, luminosa, barulhenta, caótica, magnífica.

Depois de sete intermináveis horas de viagem, a entrada no país foi agradavelmente rápida. Com direito a impressão digital e foto de prisioneira, lá consegui passar com o queijo da serra e o chouriço para a família. Entrei no país com o preconceito que os americanos eram arrogantes, orgulhosos, convencidos. Saí do país com a certeza que são amáveis, agradáveis, bem dispostos. Fui bem recebida em todo o lado.

Manhattan é imensa, carregada de prédios, carregada de lojas, pessoas, trânsito, movimento. Em Times Square senti-me como se tivesse entrado num filme. Ver a Broadway, passear na 5ªavenida (só passear, "no shopping"), ver a estátua da Liberdade, provar os famosos hot dogs e os maravilhosos pretzels são essenciais a quem vai a Nova Iorque.



Subir ao Empire State Building é um filme. Centenas de turistas numa fila interminável que, curiosamente, flui rápido tal é a organização. A vista do 86º andar é imperdível. De noite é magnífica.

Inesperadamente gostei muito da estátua da Liberdade. Sobretudo o local onde se encontra, a vista que tem. É linda. O mesmo não posso dizer dos ferrys sujos e mal cheirosos que nos levam até lá.

O Central Park é refrescante. Não estava verde nem branco. Março não será a altura ideal para apreciar a beleza do parque, mas, mesmo com folhas caídas, cheira a verde. E é imenso. É saudável. Joga-se com bola (não futebol, mas basebol), corre-se, faz-se exercício, relaxa-se, procuram-se esquilos e adoptam-se bancos de jardim. Gostei da mescla de pessoas, do olhar indiferente. Do poder gritar sem ninguém reparar. Afinal ninguém nos conhece.

Passei inevitavelmente pelo local onde desabaram as torres gémeas, o Ground Zero. Andei de táxi, conduzido por um Mohamed, vi imensas limusines, embora não tenha visto ninguém famoso sair de nenhuma.



Sobrevoar Manhattan de helicóptero é impressionante. A dimensão vista de baixo para cima torna-se bem mais pequena vista de cima para baixo. No entanto dá-nos a noção da quantidade de prédios alinhados naquela ilha. Por mais que uma vez deu-me a sensação que aqueles prédios gigantes poderiam a qualquer momento afundar aquele bocado que terra que os seguram. Chinatown mete medo. É uma espécie de avenida da República cheia de lojas dos chineses. Não comprava lá nada. Nem aceitava de graça.
Atravessei a ponte de Brooklyn. Passei pelo bairro onde morava a Carrie, d'O Sexo e a Cidade, e mais abaixo pelo prédio onde mora Sarah Jessica Parker e uma série de actores conhecidos. Vi uma manifestação anti-Bush. Comi M&Ms, hot dogs e pretzels. Aproveitei ao máximo os sete dias e, concerteza que não vi uma décima parte do que há para ver naquela cidade. E é por isso que pretendo voltar.
Voltei com uma imagem diferente da América. E agora sempre que vejo um filme passado em Nova Iorque digo "estive ali, e ali, e ali".