quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Lua

A Lua veio cá para casa há cerca de um mês. Recolhi-a da rua num estado absolutamente lastimável. Suja, esquelética, anémica, com conjuntivite e uma úlcera enorme na boca que não a deixava comer. Esteve internada uns dias e depois veio cá para casa para se curar. A Lua era a gata mais meiga que eu já vi. Andava atrás de nós sempre a ronronar e a pedir miminhos. Só comia e dormia. Não tinha forças para mais. Hoje deitei a toalha ao chão e mandei abater a Lua. Além de todas as suas mazelas, a Lua era FIV +, vírus de merda que não a deixou curar. Estava numa fase de tratamento crucial, sem apresentar quaisquer melhoras. Não valia a pena continuar a prolongar o seu sofrimento. Já só comia com ajuda.  Foi um mês aqui em casa a lutar para ficar boa. Teve mimo, comida e dormiu quentinha. Segundo soube ela andou neste estado a vaguear pelas ruas de Lamas durante cerca de dois meses. Dezenas de pessoas passaram por ela todos os dias e ninguém foi capaz de fazer nada.
 Estou triste por ela. Porque lutou muito e devia ter sobrevivido.

 Estou mesmo triste por ela. Porque merecia que alguém lhe tivesse deitado a mão mais cedo. 

Cardeneta.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dasss mais o Outono


Então é mais ou menos isto. Anda uma pessoa farta do calor e a desejar sentir um friozinho de Outono e comer umas castanhas assadas, até que, de repente, vem uma chuvada demoníaca e inunda a casa da pessoa em questão. E então, Outono? É assim que se agradece a quem gosta de ti, meu cabrão? Não tinhas mais água para mandar? Não podias fasear isso e mandar poucochinho de cada vez? Dasss, estás fodido comigo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011


Então parece que o jeitosão do Ryan Gosling and a sair com isto.
Blhac, blhac, blhac!



Que desgosto. Esperava mais de ti, Ryan. A sério. Uma latina que não sabe falar, de lábios em bico e nem sequer é mamalhuda? Blhac!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Para vocês

Isto é o que me apetece ouvir sempre que acabo de ver o Telejornal.


Dimmu Borgir - Progenies Of The Great Apocalypse




terça-feira, 18 de outubro de 2011

Firefighter

Firefighter, firefighter, firefighter, firefighter. Gosto mesmo desta palavra. Firefighter, firefighter.

Máfia Social

Não fosse a situação actual do país tão grave poderia dizer que dá gosto ver o povo finalmente unido em torno de um objectivo. A luta. A luta pela justiça social que não existe neste país. É uma vergonha serem sempre os mesmos a pagar pela incompetência alheia. É uma vergonha sermos constantemente roubados enquanto capitalistas nojentos e sem escrúpulos enchem as suas contas bancárias. É uma vergonha pedirem sacrifícios à classe média enquanto se ouve constantemente notícias de abusos e de excessos daqueles que são os verdadeiros responsáveis pelo estado deste país.










Fotos: TSF Online

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

 .

E com a estória do bigfoot, lembrei-me do littlefoot e depois lembrei-me deste filme. Lindo de morrer.
A voz original de Anne-Marie, a criança orfã do filme, pertenceu a Judith Barsi, que na vida real não teve tanta sorte como a personagem que interpretou. Morreu aos 10 anos assassinada pelo seu próprio pai. Este foi o seu último filme e foi lançado já depois da sua morte.

Selos

Usam os selos como desculpa, mas eu sei é que o Aflito quer é saber coisas super interessantes sobre a minha pessoa. Então aqui vai.


O que eu mais gosto em mim? 
Os meus lindos e perfeitinhos pés tamanho 40.

O que eu menos gosto em mim?

Pêlos.

Se ganhasse o Euromilhões eu...
comprava o Estádio da Luz, a TVI e a Ilha da Madeira. E depois... ah ah ah ah (riso maléfico).

Citar 10 coisas sem as quais não viveria:

Respirar, comer, beber, cagar, dormir, acordar, trabalhar, viajar, ler e escrever.

Qual o significado do blogue para mim?

Significa uma cena fixe.

O que é beleza para mim?

Beleza para mim é tudo o que é bonito.

Frase que marcou a minha vida:
O AMOR é como um fósforo, só dura enquanto há pau.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Espanhola :  - Me das um helado de fresa?
Eu:  - Sim.

(Entretanto o marido paga)

Espanhola para o marido que já estava fora da loja:  - Pablo, tienes que pagar.
Eu:  - Já está pago.
Espanhola: No te entiendo.

Eu:  -.-

domingo, 9 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Think Black




Aos espertos que criaram a publicidade da Depuralina só tenho uma coisa a dizer. Adorava dar-vos um enxerto de porrada com cacetes de pão, enfiar-vos trinta bolas de berlim pela goela abaixo através de um funil, atirar-vos com tabletes de quilo de chocolate à cabeça e enfiar-vos vinte éclairs pelo cú acima.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011


É oficial.
 O cantinho das oportunidades daé o meu sítio preferido do Arrábida Shopping. 


O Outono ainda mal começou e eu já enfardei para aí uns dez dióspiros   

sábado, 17 de setembro de 2011

Budapeste

Budapeste foi, de longe, a cidade que mais me surpreendeu. De Praga, já levava altas expectativas. De Viena já esperava tudo em grande. Para Budapeste só levei curiosidade. Budapeste pareceu-me uma cidade mais real. Mais humana, digamos.
Uma curiosidade, quando entramos na Hungria, paramos numa estação de serviço para verter águas e tomar qualquer coisa a aquela música muito conhecida da Aurea passava numa qualquer rádio húngara. Tomamos um cafézinho e pagamos em forints. A moeda na Hungria é relativamente parecida ao nosso antigo escudo 1000 forints = +/- 4 euros. 
Já no centro da cidade havia muito trânsito, muito ruído e cheiro a poluição. Budapeste é uma cidade grande, cheia de movimento, com muito comércio e casinos ( embora, não tantos como em Praga). Os monumentos não estão muito bem conservados, mas parece que estão a melhorar nesse aspecto. É uma cidade também cheia de história, como as anteriores, mas onde se nota aquele contraste com o modernismo e o avanço que faz desta a "pérola do Danúbio". Apesar de não ter a limpeza e o perfeccionismo de Viena ou Praga, achei Budapeste uma cidade cheia de carisma e com muito potencial. Vim mesmo com uma boa impressão, talvez porque tenha sido a cidade onde ficamos mais tempo e tivemos mais tempo para explorar. Gostei muito.
Em relação à língua, os húngaros falam húngaro. E só, já chega. Inglês? Nada. Placas em inglês não há. Em duas ocasiões andamos à borla nos transportes públicos, porque não descobrimos onde se tiravam os bilhetes e não havia ninguém que nos soubesse explicar. Era um filme para perceberem o que queríamos. Cheguei quase mestra em linguagem gestual.














Viena

Chegada a Viena a paisagem muda. Nota-se que estamos noutro país, um país bem mais à frente. Viena é uma cidade que mete respeito. Esmaga. Tudo é grandioso. Grandes monumentos, impecavelmente conservados. Ruas largas, super limpas. Tudo tão limpo e tão direito e tão civilizado que chega a meter impressão. Até os habitantes. Bem vestidos, altos, loiros, magros, sempre a direito. Sem grandes defeitos a olho nu. Gostei imenso da visita à Ópera e tive pena de ter oportunidade de assistir a uma (que não fosse assim muito chata). Achei curioso ver o pessoal vestido a preceito, de fato e gravata e vestido de gala, a abocanhar uns cachorros e a deitar abaixo umas bejecas enquanto esperavam para entrar na Ópera. 
Aqui senti-me melhor em termos de comunicação. De alemão conseguia perceber qualquer coisinha. Ler umas placas ou um menu. A grande parte das pessoas com quem falamos entendia inglês. Portanto, sem problemas de maior.
Viena tem tanto de linda e imponente como de cara. Até me custa estar sempre a falar de dinheiro, mas é inevitável. Senti-me roubada ao pagar 3.80€ por uma cerveja (má), um bilhete de eléctrico custa a módica quantia de 2.20€. Isto já para não falar do preço do café. Café, mau ainda por cima. O que é que se passa com os países europeus e o café? Em nenhum destes países paguei menos de 2€ por uma mijoca disfarçada de café. Portanto, quem quiser ser feliz em Viena não se esqueça de levar uma carteira cheia de euros.