Budapeste foi, de longe, a cidade que mais me surpreendeu. De Praga, já levava altas expectativas. De Viena já esperava tudo em grande. Para Budapeste só levei curiosidade. Budapeste pareceu-me uma cidade mais real. Mais humana, digamos.
Uma curiosidade, quando entramos na Hungria, paramos numa estação de serviço para verter águas e tomar qualquer coisa a aquela música muito conhecida da Aurea passava numa qualquer rádio húngara. Tomamos um cafézinho e pagamos em forints. A moeda na Hungria é relativamente parecida ao nosso antigo escudo 1000 forints = +/- 4 euros.
Já no centro da cidade havia muito trânsito, muito ruído e cheiro a poluição. Budapeste é uma cidade grande, cheia de movimento, com muito comércio e casinos ( embora, não tantos como em Praga). Os monumentos não estão muito bem conservados, mas parece que estão a melhorar nesse aspecto. É uma cidade também cheia de história, como as anteriores, mas onde se nota aquele contraste com o modernismo e o avanço que faz desta a "pérola do Danúbio". Apesar de não ter a limpeza e o perfeccionismo de Viena ou Praga, achei Budapeste uma cidade cheia de carisma e com muito potencial. Vim mesmo com uma boa impressão, talvez porque tenha sido a cidade onde ficamos mais tempo e tivemos mais tempo para explorar. Gostei muito.
Em relação à língua, os húngaros falam húngaro. E só, já chega. Inglês? Nada. Placas em inglês não há. Em duas ocasiões andamos à borla nos transportes públicos, porque não descobrimos onde se tiravam os bilhetes e não havia ninguém que nos soubesse explicar. Era um filme para perceberem o que queríamos. Cheguei quase mestra em linguagem gestual.















