terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

E a sorte de ter nascido em Portugal!


Bibi Aisha, jovem afegã , então com 18 anos, mutilada pelo marido e pelo cunhado, fotografada por
Jodi Beiber, vencedora do  World Press Photo 2010.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vinhais merecia mais

Vinhais merecia mais do que ser metida pela sua Câmara (a martelo, pois que a lamentável coisa nem sequer tem história na região) no retrógrado rol das povoações onde, em pleno século XXI, ainda há quem se divirta com o sofrimento e a tortura de animais.

O brutal e primitivo espectáculo da tourada está em decadência por todo o lado onde ainda penosamente sobrevive, especialmente em Espanha, onde, por razões éticas e civilizacionais, 73 cidades (e regiões inteiras, como a Catalunha e as Canárias) se declararam já antitouradas, e onde a própria TVE as excluiu da programação; igualmente em países para onde Espanha as "exportou", como a Colômbia, o Equador ou a Venezuela, se multiplicam hoje as cidades antitouradas; e o mesmo em França e em Portugal. Entre nós, a primeira cidade antitouradas foi Viana do Castelo, cuja autarquia, porque "o espírito de cidade moderna e progressista deve estender-se ao respeito pelos direitos dos animais", adquiriu a praça de touros local para aí fazer um Centro de Ciência Viva.

É neste contexto civilizacional que Vinhais, onde nunca se haviam realizado touradas antes de a actual Câmara ter promovido uma, decide andar às arrecuas e desacreditar a tradicional Feira do Fumeiro sujando-a com violência e sangue. Tudo, claro, pelos melhores e mais "culturais" motivos, designadamente a "preservação dos bovinos de raça mirandesa" (que nem são próprios para touradas...).

por:  Manuel António Pina
Jornal de Notícias, 11 de Fevereiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

O Anúncio Português Censurado

"O desenvolvimento moral de uma nação pode ser visto pela forma como tratam os seus animais"

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


E sabemos que a Humanidade está perdida quando pessoas fazem manifestações de apoio a um indivíduo de tortura e mata outro ser humano.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Desde os meus vinte anos que os anos passam a correr e o Natal chega num instante. E eu adoro adoro adoro o Natal. Sempre adorei. Talvez porque sempre tive Natais felizes, sempre cheios de prendas ( ou presentes :) ). Talvez! Adoro tudo o que tenha a ver com o Natal ( com a excepção do trânsito diabólico e a loucura das compras), as luzes, as cores, as músicas, os bolos, os chocolates, a família, o "não fazer nenhum" do dia 25 e os filmes de Natal repetidos vezes sem conta durante anos a fio, como estes:



Sissi
(à falta de trailer, fica a musiquinha)



Música no Coração



Sozinho em Casa




Os Dez Mandamentos



Um conto de Natal com o Mickey

O mês de Dezembro é o mês mais "fixe" do ano. Pena que chegue tão rápido e que passe a correr.
Feliz Natal!

sábado, 13 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Life is good!

Os bilhetes foram comprados com sete meses de antecedência. "Às tantas ainda morro antes do concerto", pensei eu, e vá de pagar seguro de bilheteira. Assim a mãe ainda podia ir buscar os 75 euritos. Não será preciso dizer que os sete meses passaram a voar, coisa que acontece desde os meus 20 anos, não sei muito bem porquê. Estou aqui estou na reforma, e por este andar, velha tesa sem dinheiro sequer para medicamentos. Adiante, tenho que dar os parabéns aos gajos da Renex, além das viagens serem bem mais baratas que o comboio, além do facto de ainda haver desconto em caso de concerto, os autocarros são impecáveis. Limpinhos e confortáveis, a sair à hora marcada (coisa rara) e senhores simpáticos a conduzir. A repetir num próximo concerto, portanto.
Chegada à capital, trânsito caótico, rumo ao Pavilhão Atlântico fomos ainda comer qualquer coisa ao Só Peso do Vasco da Gama (não é propriamente barato, mas tinha pouca gente e tal e nós queríamos despacharmo-nos). Demorei menos tempo a jantar do que na fila para ir a uma casa de banho. Não sei o que se passa, mas sempre que vou àquele shopping há filas enormes para usar os lavabos. Das duas uma, ou aquele shopping tem qualquer poder que faz com que às mulheres que lá entrem dê uma grande vontade de mijar (sim, porque só havia filas enormes nas casas de banho das senhoras) ou então o shopping é maioritariamente frequentado por mulheres consumistas e mijonas.
Depois de entrar no dito pavilhão, mais ou menos a 20 minutos de começar o espectáculo, achei que àquela hora o pavilhão já deveria estar quase cheio. Entraram em palco os Naturally 7, a banda que foi fazer a primeira parte. Os gajos são muito bons. Fazem música sem instrumentos. Tudo sons produzidos pela destreza vocal de cada um dos elementos da banda. Uma coisa assim mesmo muito gira. Então, quando eles entraram comecei eu a ferver. "Queres ver que os gajos da Fnac me enganaram quando eu fui comprar os bilhetes e me disseram que já não havia lugares livres lá para a frente?" Foi o que eu pensei. Sim, porque eu queria um lugarzinho mesmo à frente onde fosse capaz de ver os pelos do nariz do Bublé. Foi então que um pensamento fugaz mas ilucidativo me passou pela cabeça. Eu estava em Portugal. E portanto o pavilhão só encheu assim uns 2 minutos antes das nove ( já depois dos sete senhores se terem sumido), ainda que visse pessoas a entrar já o Michael cantava a segunda música.
Ora então fiquei no primeiro balcão do lado esquerdo (de quem está de frente para o palco) na fila exactamente acima à do Fernando Mendes e vi tudo muito bem. Quando o Bublé entrou quase entrava em colapso. Foi uma entrada assim cheia de pinta. O homem não só é lindo e maravilhoso (ainda mais bonito ao vivo do que nas revistas e na tv, o que me leva a pensar que ele não é lá muito fotogénico) como é simpático, charmoso, fala bem (e muito) e é engraçado e é lindo mais um bocado e maravilhoso outra vez. E depois, canta. E canta bem. E canta músicas lindas. Fosse eu dada ao histerismo e saía de lá descabelada e rouca. Mas não, eu sei como me comportar e, além disso, tinha um casal de idosos ao meu lado, muito chiques e finos e eu não queria fazer má figura. E depois fiquei a morrer de inveja daquele gente, que deve ser rica, que ficou nas primeiras filas. O que é isso de andar a beijar e abraçar o moço? Comigo ali em cima a ver. E fiquei também cheia de pena de não ter levado a minha machine fotográfica (oferecida por ter assinado a revista Volta ao Mundo) que é muito boa e era capaz de ter tirado boas fotos. Desde que um segurança do tamanho de um armário me amanhou uma máquina num concerto de Rammstein no Coliseu de Lisboa, nunca mais levei máquinas a concertos. Isso e o facto de, normalmente, as máquinas pequenas não tirarem lá grandes fotos a 50 metros de distância também ajuda. Vai daí roubei do facebook estas duas fotos que estão em baixo e que ficaram muito bem. Deve dar para ter uma ideia da coisa. O cenário estava muito lindo e a banda toca maravilhosamente bem.
A verdade é que gostei muito, valeu cada cêntimo do bilhete. E durante o concerto deu-me uma sensação que só tive em alguns momentos especiais da minha vida. A vida é boa. E que vida boa eu tenho quando tenho oportunidade de desfrutar de momentos destes. Agora é ficar à espera que ele volte, como prometeu, para eu acampar à porta das bilheteiras (como fazem os malucos que querem ver U2) para comprar bilhetes para a primeira fila e poder apreciar aqueles ricos pelos do nariz.

(foto: Cláudia Aguizo)

(foto: Patrícia Seabra)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010




O Estado só nos fode. Tudo que é merda aumenta, com excepção dos ordenados, claro. E depois fazem coisas destas, lindas e maravilhosas, só para me fazerem gastar dinheiro. De propósito.