Ainda não li nada do José Rodrigues dos Santos mas tenho uma grande curiosidade em relação a este livro.

Sou grande fã da escrita de Dan Brown. É verdade. Faço parte do povo.
Quando era miúda gostava muito de filmes de terror. Lembro-me que pelo menos uma vez por semana via um filmezito às escuras na minha sala. Sozinha ou acompanhada. Entretanto fui crescendo e o gosto pelo suspense e pelo escorrer de sangue foi diminuindo. Hoje em dia só vejo um filme de terror em três situações. Primeiro, se for na tanga com mais pessoal e luz acesa. Segundo, se a crítica for muito boa e com pessoal. Terceiro, se for à borla e mais uma vez com mais pessoal. Ora, ontem vi-me deparada com a terceira opção. E, como filme à borla nunca se nega, lá fui eu, acompanhada, claro, à ante-estreia de paranormal activity. Numa espécie de mix de blair witch project e exorcista, o filme mete cagufo. Muito cagufo. Ainda me ri um bocadito com o resto das pessoas da sala, mas acho que foi mais nervoso miudinho do que propriamente piada.
Estava eu hoje no trabalho quando um cliente habitual entra para comprar tabaco. Folheia uma revista e começa a comentar algumas notícias nas capas das revistas de cusquices. Nada de anormal. Quando vê uma página sobre umas personalidades do social português, comenta a diferenças de idades entre o casal. Piada para cá, piada para lá eu disse-lhe em tom de brincadeira que ele também deveria arranjar uma namorada mais nova. Qual não é o meu espando ele responde-me o seguinte, quando arranjo namoradas (sublinhe-se o plural), a minha mulher descobre sempre. E continua, há uns 15 anos atrás, arranjei uma namorada de 17. Ao fim de um anito a minha mulher descobriu logo. (???) Eu sorri, com um sorriso bem amarelo e cara de tacho. E depois não consegui deixar de pensar, que grande cabrão.
ias de férias de Outono foram uma surpresa. O tempo tem estado muito bom cá na cidade, mas junto à costa, na praia, tem estado ainda melhor. Não corre ponta de vento. E quem conhece aqui as praias no Norte sabe que não há dia de Verão sem vento. O sol, como é óbivio, não está tão quente como no Verão, mas mesmo assim tem estado muito agradável. Ontem, inclusive, aproveitei e fui a banhos depois de uma boa caminhada. A água fabulosa. Adoro o Outono. É, claramente, a minha estação do ano preferida. Adoro dar passeios na praia no Outono quando as multidões já vão para outras bandas, e tento sempre arranjar esses momentos só para mim. Gosto do cheiro do mar mais selvagem. Gosto da areia fria nos pés. Gosto do fresco do fim de tarde. Gosto de ver o pôr-de-sol ao tomar um cafézinho. Gosto de ter tempo para mim. Sem pensar em nada de especial. Só ter tempo para mim.
E pronto, senti-me com sorte. Lá fui eu. Comprei o bilhete na Fnac à hora de almoço, pedi para sair um bocadito mais cedo e a partir daí a sorte perseguiu-me. Saí do trabalho às 19.45h. Entrei na ponte da arrábida. Primeiro sinal de sorte, sem trânsito. Saí em Campo Alegre, o trânsito estava lá. Com a impossibilidade de estacionar na rua (eu é que sou crente) rezei baixinho para ainda ter lugar no parque do pavilhão. Quando consegui finalmente chegar ao pavilhão, para minha surpresa (not) o parque estava cheio. Que bom. Lá desci a rua devagarinho e vi dois marmanjos a entrar num carro e zau, consegui um estacionamento quase vip no fundo da rua, àquela hora. Subi a rua ligeirinha, entrei no pavilhão, dei uma voltinha lá em baixo, subi para as bancadas, sentei-me bem sentadinha e zau, começam a tocar o Opeth. Aquilo é que foi uma maré de sorte. Maré não, foi uma tempestade de sorte. Foi o sair mais cedo, o apanhar pouco trânsito, o arranjar um estacionamento vip na rua e o entrar apenas 15 minutinhos antes do Opeth tocarem.
a Mota. Primeiro porque a acústica do pavilhão é má, segundo porque ía trabalhar até às oito da noite ( quem é que teve a ideia de fazer um concerto desses a uma quinta-feira, às 19h no mês de Outubro?), terceiro porque estava um tempo de bosta. Ponto a favor os Opeth íam tocar. E anda não anda, e arrasta a coisa e quase de certeza que ía acabar por não ir. Até que, assim do nada, recebi um sinal. No dia anterior ao concerto estava eu descansada a trabalhar, quase na hora de saída e tchanan... entra-me na loja, nada mais nada menos, que o Mikael Akerfeldt, o vocalista de Opeth. Depois de dois/três segundos de demência total, lá me descongelou o cérebro e consegui dizer algumas palavras com sentido àquele espectáculo de homem. E depois disto, como poderia não ir?
Bem, já toda a gente deve ter visto aquela pérola que a Maité veio gravar ao nosso país. Ela que tem tanto de engraçada como de inteligente. Ela não saberá que aqui em Portugal há televisão? Há computadores e internet e afins?
Foi com grande expectativa que fui ver a Diana Krall ao Pavilhão Rosa Mota. Não por ela, porque ela é linda, maravilhosa e canta extraordinariamente bem. Não pelo repertório que, como era de esperar, foi tirado basicamente do novo trabalho da cantora e que, apesar de não ser o meu favorito, é bom. Eu estava expectante sim, mas em relação à sala de espectáculos escolhida para o concerto que, como eu esperava, não foi a melhor. O pavilhão é demasiado grande para um concerto do género (apesar de estar praticamente cheio). O som foi pobre. Demasiado baixo, o que fazia com que cada barulho da audiência (que por acaso se portou muito bem) fosse notado. Então o Coliseu não era bem melhor? O PRM é um espaço agradável e acredito que para concertos rock sejam bom, mas nunca para este tipo de concerto. 