sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Feira Medieval

A viagem medieval de Santa Maria da Feira é mágica. Acho que qualquer pessoa de qualquer idade consegue sentir essa magia seja nos espectáculos, encenações ou áreas temáticas.





domingo, 19 de julho de 2009

Está ocupado



Eu gosto muito do meu país e tento defendê-lo sempre a todos os níveis. Um bocadinho de amor à pátria é sempre bonito e não faz mal a ninguém. Mas isso não quer dizer que não ache que o povo deste país é ignorante, estúpido e com uma falta de civismo assustadora.


Ontem fui à apresentação do FCP no dragão. Antes de entrar fui comer qualquer coisa ao Dolce Vita porque tinha saído do trabalho e já não comia há algumas horas. A praça de alimentação estava um caos. Fui buscar uma salada a um dos estabelecimentos que não tinha quase ninguém para ser rápido. Quando chego às mesas, estavam quase todas ocupadas e as que não estavam não tinham cadeiras. Porque o povinho vai lá comer todo em grupo e saca as cadeiras para juntar nas suas mesas. Cinquenta por cento das mesas que lá estavam tinham uma pessoa sentada numa das cadeiras enquanto as outras cadeiras estavam "marcadas" com casacos, carteiras e cachecois. Eu comi de pé em cinco minutos, as cadeiras da mesa à frente estavam vazias com uma pessoa a guardá-las. E continuaram vazias até eu sair, porque as pessoas continuavam nas filas para comprar comida. À minha frente estava uma turista extremamente grávida a comer sopa de pé, porque uma abécula tirou-lhe a cadeira enquanto ela pousava o tabuleiro na mesa. Se eu não tivesse visto não tinha acreditado que fosse possível. Isto enquanto várias cadeiras continuavam ocupadas por casacos.


Engoli a comida e saí dali o mais rapidamente possível. Isto porque a estupidez é pior que a gripe suína. Altamente contagiosa.


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Não há duas sem três

E com o de hoje já passa para três catastróficos acidentes de avião no espaço de dois meses. A minha usual confiança neste meio de transporte e o meu usual optimismo balançou um bocadinho hoje, confesso. A juntar a isso este alastramento da gripe suina sobretudo a quem vem de fora fez-me pensar bem se vale a pena ir aqui




e aqui.



Ai, ai!


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cheiro de leste

(...)

Ou é de mim ou os ucranianos, russos, romenos....enfim, seres de leste, cheiram todos mal do sovaco?

A morte de um Rei

(...)
Morreu o Michael Jackson. Polémicas à parte, quer se goste ou não, Jackson era um ícone. E eu fiquei com muita pena porque cresci a ouvir as músicas dele. Entre várias aqui vai a minha favorita. Para recordar.


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Maratona de leitura



Passado a altura das festas tirei uma semana de férias para descansar. Estes dias posso dizer que não fiz absolutamente nada. Fiquei quase sempre em casa, mantendo-me acordade até altas horas da madrugada, dormindo a manhã toda e grande parte da tarde. Foram dias para descansar até ficar com dores de cabeça . Aproveitei as minhas insónias (nocturnas, porque de dia sono não me faltava) para ler. Há algum tempo que não lia um livro seguido, sem longos dias de pausa. Há muito tempo que não devorava um livro. Durante estes dias li três. Comecei na altura do Natal a ler o livro Crepúsculo, inserido numa série de 4 livros, que toda a gente deve conhecer, uma vez que saiu um filme recentemente baseado nessa obra. Quando acabei fiquei ansiosa pelo próximo e resolvi comprar o resto da colecção. Numa semana li os outros três porque não ía descansar enquanto não o fizesse. Adorei todos os livros, mantendo um carinho especial pelo último breaking down (que tive de ler em inglês, uma vez que a tradução em português ainda não está à venda). Mas fiquei satisfeita , sobretudo, porque já há uns tempos que uma autora não me prendia tanto à sua obra. Desde os tempos em que devorei as obras de Virginia Andrews, a minha escritora de eleição. Infelizmente, desta há apenas 15 livros traduzidos na nossa língua, divididos em três sagas de 5 livros cada e exclusivos do Círculo de Leitores. Mas a sua obra é imensa. E tenho uma pena enorme de não haver mais. É muito bom ler um livro de nos prenda desta forma. Em que sentimos uma grande necessidade de saber o que vai acontecer a seguir. E a saga de Twilight veio quebrar este meu longo jejum de maratonas de leitura.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Bruto.






Bruto. Creio que este é o melhor adjectivo para descrever o filme Ensaio sobre a cegueira, baseado na obra de Saramago. Ainda não li a obra, mas sempre disse que se um dia lesse um livro de Saramago, de quem eu pessoalmente não gosto, seria este. Porque sabia que era duro e arrasador. O filme foi tudo o que esperava que fosse. Duro, revoltante, incomodativo. Se foi totalmente fiel, não sei. Mas se o próprio Saramago gostou, é porque faz jus à obra.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Gps? Não vendemos, só na Worten.

Não suporto pessoas ignorantes, burras e malcriadas. Não suporto pessoas que compram só porque traz brinde. Não suporto pessoas que levam só porque custa um euro. Não suporto, sobretudo, pessoas que não sabem dizer o nome da marca de tabaco que fumam. Quando um Chesterfield é um "chechafil". Quando um Coronas é um "caronas". Quando um Kentucky é um "kentuques". Quando um Ritz é um "riste". Quando um JPS é um "gps", um "john isplei", um "jsp" ou um "john play". Quando um Amber Leaf é um "amber laife". E sobretudo, quando um Ventil Mini Box é um "mini box ventil". Tipo, "qual é o carro que vais comprar? - Vou comprar um Corsa Opel. Ou então um Ibiza Seat". Porque não fumam todos Português? Ao menos esse não tem como enganar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pequenas grandes memórias

Depois de um regresso ao passado com chiclets, flocos de neve, tulicreme e essas coisas, que podemos ver aqui, lembrei-me que há uns tempos estava a limpar a arrecadação e encontrei isto.


Quem não teve folhinhas e bloquinhos guardados em latas de bolachas?

Gaia

Ando felicíssima da vida. Não é que o nosso presidente da câmara, o Sr. Menezes, anda muito preocupado com o bem estar dos seus munícipes. Tão preocupado que está que resolveu tomar um série de medidas para renovar o nosso Centro Histórico. Resolveu, portanto condicionar o trânsito em direcção ao Cais de Gaia para transformar o Centro Histórico "numa sala de visitas digna para os turistas. (...), beneficiando o comércio local e a sua micro-economia", segundo esta notícia no site da câmara. Segundo a mesma notícia os "moradores, comerciantes e turistas. São estes os três principais eixos de benefício do novo plano de mobilidade para o Centro Histórico".

Ora, os moradores estão radiantes, porque quando a família e os amigos os quiser vir visitar a casa terão de ir dar uma grande volta ao centro. Com alguma sorte conseguem estacionar na afurada, com algum azar deixam o carro do lado do rio e vêm a pé. Então com vento e chuvinha vai ser uma maravilha. Onde estes podiam estacionar, agora não podem passar, onde se pode estacionar há parquimetros ou parques pagos. No resto das ruas simplesmente não se pode. Os comerciantes, esses, estão em pulgas, isto é que vai ser os clientes todos a virem por lá abaixo a pé para tomar um cafézinho. É que o cliente gosta de percorrer quilometros a pé para ir comprar umas coisinhas. Os turistas estes não sei bem o que dizer. Ainda não descobri como se encontram. Vou perguntar-lhes no próximo Verão.
Portanto a ideia é cortar o trânsito nas duas boas artérias para quem quer chegar ao cais de gaia, sem transito e com estradas em bom estado, deixando apenas duas hipoteses para entrar na zona. A rua General Torres, aquela que tem um trânsito medonho por ir dar à entrada da ponte D.Luís. E há ainda aquela alternativa espectacular, a Arrábida, que é qualquer coisa como estar no centro de Gaia, fazer quilometros para trás, e voltar a outro ponto do centro de Gaia. Para o domingueiro que vai passear de tarde até poderá ser uma boa ideia. Demora mais tempo a chegar lá mas dá um grande passeio e assim passa a tarde. Para o trabalhador é um bocadinho mais complicado. Eu que moro no centro de Gaia, demorava 15 minutos a chegar ao trabalho. Agora tenho a escolha de demorar 30 (com a sorte de não apanhar trânsito), ou de fazer o dobro do caminho que fazia anteriormente. Levanto-me mais cedo para ir trabalhar ou gasto quase o dobro da gasolina ao final do mês? Não sei, estou indecisa. Vou pensar bem.
Mas o importante é que o presidente está preocupado com o município. Por essa razão pôs o "Beira Rio Bus" a dar umas voltas na rua. Este bus é aquele que vai levar as pessoas ao Cais para elas não irem de carro. É pena este só funcionar até às 8 da noite e o Cais de Gaia está aberto até aos 2 da manhã. Não faz mal vai-se de bus, vem-se a pé. Até faz bem fazer ginástica. E como se não bastasse, a preocupação do presidente é tal que vai criar mais parques de estacionamento em vários pontos da cidade para nós deixarmos o carro e apanharmos o bus. Agora vem a grande novidade, os parques não são gratuitos, muito menos o bus. Mas o presidente é bom presidente. Isto não é como antigamente. Hoje podemos escolher. Ou pagas parque e bus ou gastas gasosa que está barata. É à escolha do freguês. E nós que temos todos muito dinheiro para gastar em parques e gasosa. Já não basta sermos nós a pagar a gasosa do carro do presidente, ainda temos que pagar a nossa. Que absurdo.
Mas importante é tornar o Centro Histórico agradável ao turista. E eu a pensar que o importante seria tornar a cidade prática e funcional ao cidadão de paga impostos. Estas politiquices baralham-me de vez em quando.
E já agora, na mesma notícia no site da câmara diz o seguinte : "Este sistema de pedonalização e condicionamento do Centro Histórico vem ao encontro de uma política relativamente normal em cidades europeias com componente histórica significativa. Neste particular, os exemplos mais claros centram-se em Itália, onde as zonas de património importantes estão, em muitas cidades, articuladas com os fenómenos do turismo e do comércio local. " Em Itália nos centros onde impedem a circulação de trânsito, e usam muito a bicicleta como meio de transporte, Pádua e Florença, as cidades são planas, com ruas decentes para a circulação de bicicletas. As ruas não são como as nossas. As outras cidades onde não circulam bicicletas têm um bom conjunto de transportes colectivos, coisa que não temos na nossa cidade. Não há transportes colectivos em condições para o Cais de Gaia. Não há. Só para quem vem do Porto. Porque quem vem de Gaia não tem. O único sítio em Gaia onde há transportes decentes é a Avenida, onde passa o metro e onde passa tudo. Mas Gaia não se resume à Avenida. Gaia tem 24 freguesias e 300 mil habitantes. É o maior Concelho do Grande Porto.
Não me interessa uma cidade europeia, interessa-me qualidade de vida.
Eu estou-me a cagar para o agrado dos turistas, porque quando sou eu a turista, eles estão bem a cagar-se para mim.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Moonlight


Estou viciadíssima nesta grande série que é Moonlight. Eu e o meu fraquinho por seres da noite. Conta a estória de um vampiro que quer se humano e dá uma imagem completamente diferente das que estamos acostumados a ver nos filmes sobre este tema. Com a vantagem de ter o vampiro mais lindo e maravilhoso que já vi. Por este vampiro até eu me tornava vampira. Boa série. Pena ter-se ficado só por uma temporada.

Welcome back.

A revista Premiere voltou hoje às bancas. E ainda bem. Portugal volta assim a ter uma, sublinhe-se, uma revista de cinema.

domingo, 14 de setembro de 2008

Ciao, Itália!



Este ano, deixei África de fora e resolvi explorar um velho país da nossa Europa. Junto do grupo do costume, a caminho de Itália, fui pensando em todas as maravilhosas cidades pelas quais iria passar. Pádua, Veneza, Bolonha, Florença, Assis e Roma. Levava uma certa ansiedade para conhecer Veneza, Florença e Roma. Veneza, pelo romance que a assombra. Florença, por transpirar cultura. E Roma por cheirar a antiguidade.

Depois de aterrar no aeroporto de Veneza, fomos directos para a cidade de Pádua. Cidade pequena, bonita e interessante. Depois de visitar a Igreja de S. António de Pádua que é imponente, sem dúvida, demos uma volta no centro da cidade. Gostei da cidade. Achei piada às inúmeras bicicletas que circulavam. Achei piada aos estacionamentos para elas. E também achei graça aos senhores doutores de fato vestido e às senhoras elegantes de salto a circularem de bicicleta.

Igreja S. António de Pádua (Pádua)



No segundo dia fomos visitar Veneza. Para mim a cidade mais bonita daquelas que visitei. O tempo estava bom, nem calor, nem frio. Veneza tem um charme diferente de todas as cidades que conheço. É linda. Os canais (que não cheiravam mal), todas aquelas pequenas pontes, todas aquelas ruas estreitas e todos os barcos e gôndolas que lá circulam dão-lhe uma beleza única e admirável. A Praça e Basílica de S. Marcos são grandiosas, assim como o Palácio dos Doges, cujas obras de arte me deixaram arrepiada. Adorei andar de gôndola. Gostei de entrar no meio daqueles canais estreitos, apreciar aquelas casas estranhas que começam lá no alto e acabam debaixo de água. Passei pelas casas que foram de Marco Polo e Casanova. Um dia é pouco para ver Veneza. Um dia serviu para provar Veneza e vir embora a chorar por mais.



Ponte de Rialto


Bolonha foi, confesso, a cidade que menos gostei. Talvez por ser mais escura. A cor avermelhada de quase todo o centro histórico também não ajuda muito. Culpa do Comunismo que a pintou. No entanto não deixa de ter a sua beleza. Cidade mãe da primeira Universidade da Europa onde estudaram Dante e Petrarca. Repete-se a quantidade de bicicletas e sobretudo scooters e vespas que enfeitam a cidade estacionadas em filas imensas.




O que dizer de Florença? Berço do Renascimento italiano. Grandiosa, imponente. Invadida por jovens durante a noite e por turistas durante o dia. Não é à sorte que esta é considerada uma das cidades mais bonitas do mundo. É cenário de várias obras dos mais célebres pintores renascentistas italianos (pelos quais eu tenho um fraquinho) Miguel Ângelo, Botticelli, Giotto. E alberga monumentos belos e imponentes.O Duomo é impressionante, a Ponte Vecchio e o Palácio Vecchio lindos. A Praça della Signoria que acolhe uma cópia do famoso David, de Miguel Ângelo. O David, que eu não poderia deixar de ver antes de deixar Florença. Numa correria contra o relógio, lá descobrimos a entrada super escondida do Museu da Academia. Só reconhecida pela fila de gente que ali esperava. O David ali no centro rodeado de turistada de boca aberta (como eu) parecia uma estrela de cinema a ser admirada pelos fãs. Um dos pontos altos da viagem. Imperdível. Florença é também a cidade onde comi o gelado mais caro da minha vida. Não fosse ele tão bom, tínha-me caído mal de certeza.




Duomo

Ponte Vecchio
O percurso a caminho Assis, deu para descansar e recuperar energias para mais uma jornada. A subida até Assis é dotada de uma paisagem impecável. É uma cidade pequena e acolhedora que me fez lembrar Óbidos. A Basílica de S. Francisco de Assis, onde não se pode fotografar por causa dos frescos de Giotto, é muito bonita. E o salão, na parte debaixo da basílica, onde fica o seu túmulo é impressionante. Escuro e soturno onde crentes rezam e choram num silêncio cortante. Quase tive medo.



Basílica de S. Francisco de Assis


Finalmente Roma, a cidade das sete colinas. O cheiro a antiguidade está presente em cada canto. A cada virar de esquina esbarramo-nos com um monumento milenar. Embora bastante degradado, o Coliseu mete respeito. O Fórum Romano, a Praça de Espanha, a linda Fonte de Trevi, o Castelo de Santo Ângelo, o Mercado de Trajano, o Arco de Constantino, as Basílicas de S. João de Latrão e de Santa Maria Maior, a Praça Navona, a Praça do Povo, entre outros. Nos dois dias que ficamos em Roma repetiu-se a correria de Florença, mas desta vez mais intensa. Roma é maior, tem mais o que ver, portanto tivemos de correr mais. É impressionante como alguns monumentos com mais de dois mil anos ainda se erguem. Gostei do que vi. Se gostei da cidade em si, nem por isso. Não achei bonita a forma como foi construída à volta dos monumentos. As estradas não são marcadas. Os carros andam mais ou menos à balda, os condutores não respeitam as passadeiras e o chão é muito sujo. Posso dizer que fiquei um pouco desiludida com esses factores. Esperava um país bem mais evoluído do que o nosso e afinal, nós não estamos assim tão mal.
Gostei muito do Vaticano. É pequenino, super seguro. A Basílica de S. Pedro é muito linda, a praça também, embora na televisão pareça muito maior do que o que realmente é. A Capela Sistina foi a responsável pelo meu "orgasmo" visual da viagem. É impressionante. Eu nem queria acreditar que estava mesmo por baixo da Criação de Adão, ou em frente ao Juízo Final. Vinte minutos de pescoço esticado e cabeça para trás quase me deu um torcicolo. Torcicolo este que valeria perfeitamente a pena se tivesse acontecido. A capela é pequena, mas não tão pequena como pensava, mas tão cheia de arte que é impossível não se sair de lá extasiado. Miguel Ângelo era um génio.



Coliseu de Roma


Fonte de Trevi




Fórum Romano




Praça e Basílica de S.Pedro
Arco de Constantino

Mais uma viajem que, felizmente, correu muito bem. Sabe bem chegar a casa. E vai saber ainda melhor voltar a partir para mais um destino do nosso belíssimo planeta. Se tudo correr bem, para o ano há mais.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sex and the City

Que saudades de Carrie e companhia. Este filme foi a cereja no topo do bolo. Kim Cattrall e Cynthia Nixon estiveram na melhor forma.
Aproveitei ainda para matar saudades da correria das ruas de Manhattan, do Central Park, dos pretzels, das luzes... Temos de voltar.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Manifesto em defesa da Língua Portuguesa

Para quem, como eu, discorda do rídiculo acordo ortográfico que nos querem impor, por favor assinem a petição online.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Discussões de raparigas

Confesso que durante uns tempos evitei comentar este assunto porque achei que não seria de bom tom. Mas depois de ouvir mais um conversas de raparigas, na antena 3, não resisto. Gosto de ouvir a antena 3 e gosto de ouvir a prova oral que dá por volta das 19h quando ainda estou no trabalho. Os temas são quase sempre interessantes. O Alvim tem a sua piada. É um programa que dá para descontrair.
Há pouco tempo o prova oral de sexta-feira foi substituído pelo conversas de raparigas. Infelizmente, vim a concluir. Os comentadores foram capazes de destruir o conceito do programa que até era bem interessante. Que me perdoe a Ana Bola, que eu até tinha muito respeito por ela e gostava de a ver no programa do Herman, mas ela não diz absolutamente nada que se aproveite. Passa 80% dos programas a queixar-se do país, do mal de finanças que está e de como o país trata mal os actores e etc e tal. Os outros 20% a que dedica ao tema do programa é um desastre. Só diz asneiras. Dá a impressão que não tem nada na cabeça e vem com aquela conversa do " já tenho alguma idade, mas sou moderna, liberal e radical". Coisa que lhe fica tão mal. O programa com o tema "infidelidades" foi dos piores. E o programa de hoje que falava dos sete pecados mortais, nem sei o que dizer. Era Ana Bola, qual cavaleira a insurgir-se contra a Igreja Católica. De forma tão desnecessária e fora de contexto. Não sabe conversar e nem tão pouco discutir um tema.
Depois participa também um Senhor, cujo nome nem me recordo, tão mal que fala. (Tentei ver o nome dele no site da antena 3, mas também não tinha lá essa informação). É bruto e agressivo. Quer que a opinião prevaleça porque não quer saber de mais nada. Terá sido o facto de não poder fumar em locais fechados que o tornou tão agressivo, "porra"? Fazem de uma conversa uma discussão que chega a uma altura em que estão todos aos gritos.
A única participação que se consegue ouvir (pouco porque os outros não deixam) é a de Teresa Caeiro. Essa fala com educação, na sua vez, não levanta a voz e diz alguma coisa que jeito.
O programa que tinha tudo para ser engraçado é terrível por causa dos comentadores. Como as opiniões valem o que valem, sei que a minha vale pouco ou nada. Resta-me a alternativa do dedito. Quando me começa a doer a cabeça, mudo de estação.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Grande, grande Monchique!



Depois de ver "Paranormal", em cena no Teatro Rivoli, fiquei com a certeza do que já desconfiava há algum tempo, o Joaquim Monchique é o melhor actor português de comédia. A não perder por nada!

domingo, 13 de abril de 2008

New York, New York!


Três meses a cantar a música de Sinatra. Três meses a imaginar como seria realmente a cidade que nunca dorme. Três meses a observar melhor os filmes, as séries de tv e a espreitar guias de viagens para perceber em pouco tempo que Nova Iorque é tal e qual como nos filmes. Grande, luminosa, barulhenta, caótica, magnífica.

Depois de sete intermináveis horas de viagem, a entrada no país foi agradavelmente rápida. Com direito a impressão digital e foto de prisioneira, lá consegui passar com o queijo da serra e o chouriço para a família. Entrei no país com o preconceito que os americanos eram arrogantes, orgulhosos, convencidos. Saí do país com a certeza que são amáveis, agradáveis, bem dispostos. Fui bem recebida em todo o lado.

Manhattan é imensa, carregada de prédios, carregada de lojas, pessoas, trânsito, movimento. Em Times Square senti-me como se tivesse entrado num filme. Ver a Broadway, passear na 5ªavenida (só passear, "no shopping"), ver a estátua da Liberdade, provar os famosos hot dogs e os maravilhosos pretzels são essenciais a quem vai a Nova Iorque.



Subir ao Empire State Building é um filme. Centenas de turistas numa fila interminável que, curiosamente, flui rápido tal é a organização. A vista do 86º andar é imperdível. De noite é magnífica.

Inesperadamente gostei muito da estátua da Liberdade. Sobretudo o local onde se encontra, a vista que tem. É linda. O mesmo não posso dizer dos ferrys sujos e mal cheirosos que nos levam até lá.

O Central Park é refrescante. Não estava verde nem branco. Março não será a altura ideal para apreciar a beleza do parque, mas, mesmo com folhas caídas, cheira a verde. E é imenso. É saudável. Joga-se com bola (não futebol, mas basebol), corre-se, faz-se exercício, relaxa-se, procuram-se esquilos e adoptam-se bancos de jardim. Gostei da mescla de pessoas, do olhar indiferente. Do poder gritar sem ninguém reparar. Afinal ninguém nos conhece.

Passei inevitavelmente pelo local onde desabaram as torres gémeas, o Ground Zero. Andei de táxi, conduzido por um Mohamed, vi imensas limusines, embora não tenha visto ninguém famoso sair de nenhuma.



Sobrevoar Manhattan de helicóptero é impressionante. A dimensão vista de baixo para cima torna-se bem mais pequena vista de cima para baixo. No entanto dá-nos a noção da quantidade de prédios alinhados naquela ilha. Por mais que uma vez deu-me a sensação que aqueles prédios gigantes poderiam a qualquer momento afundar aquele bocado que terra que os seguram. Chinatown mete medo. É uma espécie de avenida da República cheia de lojas dos chineses. Não comprava lá nada. Nem aceitava de graça.
Atravessei a ponte de Brooklyn. Passei pelo bairro onde morava a Carrie, d'O Sexo e a Cidade, e mais abaixo pelo prédio onde mora Sarah Jessica Parker e uma série de actores conhecidos. Vi uma manifestação anti-Bush. Comi M&Ms, hot dogs e pretzels. Aproveitei ao máximo os sete dias e, concerteza que não vi uma décima parte do que há para ver naquela cidade. E é por isso que pretendo voltar.
Voltei com uma imagem diferente da América. E agora sempre que vejo um filme passado em Nova Iorque digo "estive ali, e ali, e ali".