domingo, 26 de junho de 2011

Desafiar a morte

Imagem roubada da net.
Todos ao anos as campanhas de sensibilização rodoviária repetem-se até a exaustão. Antes das Festas, antes das férias, antes dos fins de semana prolongados.E, todos os anos, são registados centenas de acidentes, feridos e mortos na estrada.A maioria dos acidentes deve-se ao excesso de velocidade.

O que é que passa pela cabeça de um jovem, com um mínimo de cultura, conduzir um automóvel descapotável a alta velocidade e sem cinto de segurança? O sentimento de imortalidade e a adrenalina de desafiar a morte?    O que sente uma mãe que tem o filho à beira da morte. O que sente uma família que enterra um filho, um irmão, um sobrinho...? Como fica quem , inocentemente, é apanhado por um irresponsável do género? Para quando a obrigatoriedade do uso da massa encefálica para pegar num volante?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

Tunísia

Decorria o ano de 2006. Recebi a brochura com o plano de uma viagem à Tunísia. País cujas únicas coisas que conhecia resumiam-se ao nome e ao local onde ficava. Norte de África, sendo que África ficava abaixo de Portugal :)
Resolvi ir por um simples factor que me deixou maravilhada: o deserto. A viagem consistia num percurso pelo interior sul do país. Entrar pelo deserto adentro, descer por entre dunas, ver oásis e ter miragens. Aceitar participar nesta aventura foi uma das decisões mais acertadas que tomei na vida. Passamos por Zarzis, Medenine, Gabes, Matmata, Chenini, Ksar, Ghilane, Zaafrane, Douz, Kebili, Tezour, Tattoine, Gafsa e claro, a Ilha de Djerba com o seu cheiro a enxofre. Foi na Tunísia que me apaixonei por África. Foi na Tunísia que descobri a sensação de entrar num deserto. Foi aí que me apaixonei perdidamente por viajar. Já tinha viajado antes, claro, mas nunca tinha saído da Europa. É fora da Europa que encontramos o desconhecido. O prazer de conhecer civilizações que em nada se parecem com a nossa. Não são melhores, nem piores. São diferentes. A nossa mente abre e os nossos horizontes alargam-se. Porque viajar é aprender. É conhecer as diferenças e, aceitando ou não, respeitá-las sempre. Viajar é perceber que há muito mais à nossa volta que a bolha onde vivemos. 

Ksar Ghilane
Aproximação de uma tempestade de areia. E nós bem ali no meio.
 Parecia um filme. Foi alucinante.

A típica voltinha do Camelo que adorei e demonstrei ter muito jeito. 


De como o deserto é estarrecedor ao pôr-do-sol.
 E nós não passamos de um grão de areia . Esta é a minha foto preferida da viagem.
Não foi tirada por mim, porque eu estava num daqueles camelos, mas foi um momento memorável.


Outra das minhas fotos preferidas. 

Pés que tocam lugares


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Contra tudo e contra todos



A Câmara do Porto teve uma ideia particularmente civilizada e de grande sofisticação científica para controlar o número de animais errantes da cidade: matá-los à fome.

"Apela" assim aos munícipes para que "não alimente[m] os animais", pois na Câmara julga-se que é o "excesso de alimento [que] provoca o aumento das populações de animais" e não o facto de (como sucede com os vereadores, não consta que alguma vez um vereador tenha aparecido grávido depois de um banquete camarário) se reproduzirem.
É certa disso (que o "excesso de alimento" faz filhos) que a Câmara do Porto ignora iniciativas como a da Associação Animais de Rua para que, como acontece na generalidade dos países desenvolvidos (e em outras autarquias portuguesas), adopte um Programa CED (Capturar-Esterilizar-Devolver) nas colónias de animais seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, a World Society for Protection of Animals, a Ordem dos Médicos Veterinários e a própria Direcção-Geral de Veterinária.
Não, a Câmara do Porto prefere matar, à fome que seja. Contra tudo e contra todos: a Convenção Europeia para a Protecção dos Animais de Companhia; os Decretos-Lei nºs 276/2001, de 17/10, e 315/2003, de 17/12; a Resolução 69/11 aprovada por unanimidade (portanto também por PSD e CDS) na AR. E contra o mero bom senso: há 30 anos que anda a matar animais e ainda não percebeu que não é assim que controlará o seu número.

in edição online do JN