sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Livros - 4 & 1 Quarto de Rita Ferro

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Este livro foi-me amavelmente oferecido pelo blog Páginas Desfolhadas num dos seus habituais concursos.
Confesso que foi com alguma expectativa que o comecei a ler. Nunca tinha lido nada da autora e este título já me tinha despertado alguma curiosidade.

Achei a estória muito boa. Um envolvimento sexual de uma terceira e uma quarta pessoa numa relação a dois, cujo casamento parecia bem estável. A forma como esse envolvimento vai mudar para sempre as suas vidas, trazendo à tona um conflito de sentimentos como as inseguranças e dúvidas. Mostra como o ser humano é frágil, vulnerável e inconstante. E mostra também que muitas vezes é necessário passarmos por certas situações para termos alguma ideia daquilo que queremos na vida. Ou, pelo menos, daquilo que não queremos. Pessoalmente não gostei do final da estória. Achei-o descontextualizado. Um tanto ao quanto descabido. Mais apropriado para um livro de suspense ou um romance mais dramático. Esperava um final menos trágico e mais de reflexão. Mas isso é só uma opinião pessoal.

A estória é visualmente bem contada, com linguagem fluída, coisas que acho muito importantes. Torna a leitura agradável, e nem um pouco cansativa. O que me incomodou um pouco foi, e aqui mais uma vez é um gosto pessoal, a narrativa. Prefiro ler livros com narradores não participantes. Quando os narradores são participantes prefiro que seja só um. Este livro é um conjunto de textos em que o narrador muda frequentemente. As várias personagens vão contando a história mostrando a sua visão das coisas e mostrando o que sentem e o que pensam. Acho que por vezes se torna confuso. Às vezes não se compreende bem quem está a narrar e, sendo narrado assim, torna-se complicado simpatizar com esta e com aquela personagem porque elas são interpretadas de forma diferente pelas diferentes personagens, sendo complicado compreender verdadeiramente as suas personalidades.
À parte este factor gostei bastante do livro. Talvez tente ler outro da Rita Ferro. Alguma sugestão?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Livros - O Símbolo Perdido de Dan Brown

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Sou oficialmente povinho. Seguidora de massas. E não me importo. O Dan Brown é um grande escritor. Li o Código DaVinci há uns anos atrás e fiquei apaixonadíssima pela escrita do homem. Pela estória também, claro. Mas sobretudo pela escrita do homem. Depois foi a vez dos Anjos e Demónios que não me desiludiu. O Símbolo Perdido é também um grande livro. Tem acção, drama, mistério e tem sobretudo surpresa. Porque o que é bom em Dan Brown, além da capacidade de prender o leitor à estória, é a capacidade que ele também tem de o surpreender. Porque quando achamos que o mistério já foi esclarecido, aparece qualquer coisa que nos volta a surpreender e entusiasmar. E é por isso que eu gosto de Dan Brown.
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Tenho para mim que o nosso Presidente da República é um mono. Nem sei ao certo o que é que ele anda a fazer naquele posto. Não fala ao país, não diz nada, não dá opiniões, não esclarece os portugueses. O que, por vezes, não sei se é bom ou se mau. Se é melhor ele estar calado ou ouvi-lo falar. Enfim. No fundo não faz nenhum. Ah, faz faz. Come e bebe à pala e ainda lhe pagam por cima.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A boa da pipoca

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Se há coisa que eu não suporto é estar à mesa com alguém que mastiga com a boca aberta. Detesto ver a comida ali a rebolar entre a língua e os dentes com saliva à mistura. Além disso, também não suporto pessoas que fazem barulho a comer. Detesto ouvir alguém a trincar sejam batatas fritas, uma maçã ou o roer de ossos (ou a carne que está entre eles). E, se há coisa que abomino é estar no cinema e ouvir alguém a mastigar pipocas. Eu gosto imenso de comer pipocas no cinema. E eu sei que a pipoca estaladiça faz algum barulho ao ser mastigada. Mas quando esse barulho supera o barulho do filme, não é normal. Ontem estava numa sala de cinema, ainda por cima das salas mais pequenas, e estava uma personagem, nos bancos do lado oposto ao meu e várias filas acima a mastigar furiosamente um balde de pipocas. Não, aquilo não era mastigar. Era ruminar. Da forma mais barulhenta que eu alguma vez ouvi. E eu que tenho um grande problema a abstrair-me destas situações, fiquei com uma urticária nervosa. Durante os primeiros 40 minutos de filme a personagem ruminou sem parar. E aquilo nunca mais acabava. Aquilo não era um balde de pipocas, era uma bacia. Como é que as pessoas que estavam perto dele conseguiram aguentar, quando eu, aos primeiros cinco minutos, se tanto, tive vontade de lhe espetar com o balde na cabeça?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Já não se aguenta

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Já não aguento ouvir as pessoas a reclamar do tempo. Ou é porque chove, ou é porque está frio. Mas por acaso já repararam que estamos em Janeiro e que por acaso até é Inverno? E depois não consigo mesmo perceber como é que as pessoas conseguem reclamar tanto com a chuva e o frio que temos ao ver as desgraças que se têm passado no mundo. Realmente não percebo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Concurso Europeu de cartazes

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O concurso "I Love Europe", organizado pela Comissão Europeia, destina-se a conceber um cartaz para ilustrar o dia da Europa em 2010.

De 1700 projectos internacionais submetidos foram seleccionados apenas 10 finalistas, entre os quais está o projecto desenvolvido em aula e submetido pela aluna Portuguesa da ESAD - Escola Superior de Artes e Design (Matosinhos) Diana Jung, abaixo divulgado:


Estes 10 finalistas serão votados online e será assim feita a escolha do trabalho vencedor.

Pode votar aqui

Para votar seleccione as estrelas do cartaz e clique em enviar.

Votem, porque além de ter sido feito por uma portuguesa é , também, sem dúvida, o mais bonito. Ok, o 7º e o 8º também são bonitos, mas falta-lhes ali qualquer coisa a representar Portugal, por isso não merecem .

Vamos lá votar na Diana.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Pensamento da noite

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Não há nada mais sexy num homem do que ver um bocado de um palito às voltas entre os dentes enquando falamos com ele.

Casamento Gay

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Fiquei contente com a aprovação da legalização do casamento gay no nosso país. Confesso que não estava à espera e confesso que sempre pensei que nenhum governo tivesse tomates para avançar com a proposta no Parlamento.


Embora me custe dizer isto sou contra o referendo na grande maioria dos casos, mesmo saindo sempre de casa para exercer o meu direito de voto. Sou contra porque, como se sabe, o português prefere passar o domingo no shopping a ver montras, prefere andar a passear nos supermercados e até passar uma tarde sentados dentro do carro a olhar para o mar e a dormitar, do que mexer o cú e perder 15 minutos a exercer o seu direito (e dever) de voto. Acho um desperdicio de tempo e de dinheiro. E acho que povinho está-se pouco nas tintas para o que se passa no país. Por muitos avisos e apelos na comunicação social que sejam feitos. E quando soube que andava aí gente com abaixo-assinados a pedir referendos, pus as mãos à cabeça. Esta gente ou não tem o que fazer, ou gosta de ver o dinheiro (supostamente nosso) deitado ao lixo. Só pode. É que somos nós que o pagamos.

Por outro lado não percebo porque razão eu teria direito a voto numa lei que não me diz respeito, que em nada vai alterar a minha forma de vida. É uma lei que diz respeito exclusivamente aos gays. O máximo que poderia acontecer era fazer um referendo exclusivamente a homossexuais. Porque os heterossexuais têm tanto direito a voto sobre o casamento dos homossexuais, como os homossexuais tiveram direito a voto relativamente ao casamento dos heterossexuais. Ou seja, nenhum. Nenhum direito. Isto sim é viver em democracia. É reconhecer os direitos a quem os tem. É cada um meter-se na sua vida.

Segundo o CM, Isilda Pegado, uma das promotoras da petição a favor do referendo, considerou que ontem foi um dia de luto para a democracia portuguesa, referindo-se ao chumbo do referendo e à aprovação da legalização do casamento gay. Esta senhora, além de ser muito preconceituosa, não deve ter a noção do significado da democracia. Se cada um se metesse na sua vida eramos uma sociedade bem mais decente.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cinema - Sherlock Holmes

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O trailer não faz, definitivamente, jus ao filme. Que grande filme que é este do Sherlock Holmes. Muito engraçado, com humor inteligente.
As imagens da Londres antiga são divinas. A visão do lado negro do Sherlock Holmes é muito boa e o Robert Downey Jr. faz muito bem o papel. E depois tem o Jude Law cujo sex appeal chega a ser doentio. Vale, portanto, bem a pena.